Isabel Vieira

Nova Edição

Jana nasceu para ser bailarina.
Mas uma gravidez imprevista
vem desmoronar seus sonhos.
Agora, é preciso muita garra
para vencer as dificuldades
e construir uma nova vida.


E AGORA, MÃE? Ed. Moderna, 2013
(1a edição, 1991)

Linha do Tempo

Fatos marcantes na vida e na profissão

1948-1966

Infância e adolescência

Nasci em Santos, SP, em 5/10/1948, a segunda de quatro irmãos. Meu pai era funcionário do Banco do Brasil e minha mãe, professora primária. Fui criada em Campinas, SP, onde estudei nos colégios Culto à Ciência e Pio XII. Comecei a escrever na adolescência. Aos 13 anos, era repórter da revista infantojuvenil Nosso Cantinho. Dos 15 aos 17 anos, colaborei no jornal Diário do Povo, de Campinas, com reportagens e crônicas.

 

1967-1979

Faculdades e filhas

Mudei pra São Paulo, capital, aos 18 anos. Cursei Letras-Português na PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e Jornalismo nas FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado). Casei em 1969 e logo nasceram minhas três filhas: Ana Carolina em 1970; Maria Gabriela em 1974; e Maria Clara em 1975. O casamento terminou em 1979, mesmo ano em que concluí a Faculdade de Jornalismo.

 

1977-1978

Profissão jornalista

Iniciei-me no jornalismo pelas mãos de um mestre, Marcos Faerman, em duas publicações alternativas criadas por ele nos anos 1970: VERSUS e SINGULAR & PLURAL. Marcão morreu em 1999. Foi um dos nomes mais brilhantes na imprensa brasileira. Com ele aprendi que o texto nasce do olhar do repórter sobre a realidade e que, para entendê-la e revelá-la, é preciso saber ouvir. Ouvir com todos os sentidos alertas. Sobretudo, “ouvir com o coração”. Suas lições eu levaria a outros veículos em que trabalhei e, mais tarde, à concepção dos personagens de minhas histórias.

 

1979-1982

Primeiro Emprego

Repórter da revista QUATRO RODAS, da Ed. Abril, na época uma redação predominantemente masculina. Viajei pelo Brasil fazendo matérias de turismo, segurança no trânsito, roteiros de estradas, gastronomia, mar, camping. Como subeditora dos Cadernos São Paulo (precursor da Vejinha), produzi perfis e matérias de serviços (brechós, museus, parques, restaurantes, vida noturna, lojas de trocas) na cidade de São Paulo.

1984-1988

Revista Capricho

Editora de Comportamento e Redatora-chefe de CAPRICHO, da Ed. Abril, primeira revista feminina do Brasil, criada nos anos 1950. Sob a direção de Célia Pardi, modernizamos a publicação e a adequamos à adolescente dos anos 1980, com pautas de ecologia, mercado de trabalho, comportamento e informações sobre sexo. O mergulho no universo das meninas de 15 a 18 anos (nossas leitoras) me conduziu à literatura juvenil.

 

1988-2005

Revista Claudia

Editora Especial de CLAUDIA, da Ed. Abril, dirigida por Célia Pardi na época. Fui responsável pelas áreas de Comportamento, Viagens, Crianças, Cultura e Livros até 1995. De 1995 a 2005 atuei como colaboradora nas mesmas funções. Um tempo muito bom, experiências inesquecíveis! Algumas das matérias publicadas na revista podem ser lidas aqui:

1990

Primeiro livro

Sai meu primeiro livro, Em busca de mim, pela Ed. FTD, ilustrado por Michele Iacocca e lançado na Bienal do Livro de São Paulo. A história de Bruno, filho adotivo que investiga as circunstâncias de sua adoção por uma família de classe média, foi inspirada em uma reportagem que editei na Capricho. A obra recebeu o prêmio Orígenes Lessa, “O melhor para o jovem em 1990”, da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). Em 2001, ganhou uma nova edição, com ilustrações de Mariângela Haddad.

 

1991

Segundo livro

E agora, mãe? é publicado pela Ed. Moderna, com ilustrações de Avelino Guedes. O drama de Jana, a garota que queria ser bailarina e tem seu sonho interrompido por uma gravidez precoce, vem marcando várias gerações de leitores. A segunda edição saiu em 2003, mesmo ano da publicação de E agora, filha?, a continuação da história, ambas com ilustrações de Avelino Guedes. Em 2013 saiu a terceira edição, ilustrada por Bruna Assis Brasil.

 

1998

Viagem à Amazônia

Viagem a Barreirinha, a dois dias de barco de Manaus, pra entrevistar o poeta Thiago de Mello em sua casa na floresta, projetada pelo arquiteto Lúcio Costa. A matéria para CASA CLAUDIA ganhou o Prêmio Abril 1999. Em diferentes épocas, colaborei como freelancer para essa e outras publicações, como Ícaro Ponte Aérea, editada por Marcos Faerman, revista de bordo da antiga Varig. Leia algumas delas:

 

1999-2005

“Ninho vazio”

Minhas filhas ficam adultas e batem asas em busca de seus sonhos. Casam, escolhem profissões e destinos diferentes. Aninha (dir.) faz mestrado em Letras em Florianópolis-SC e casa com Rodrigo, gaúcho de Santa Maria. Gabriela (esq.) vai viver nos Estados Unidos com o marido Michael, onde leciona natação para crianças. Clara (entre Aninha e eu) muda para a Austrália e casa com David. Lá se torna chefe de cozinha e trabalha com produção de receitas e fotos para revistas australianas.

 

2003-2005

Revista Estilo Natural

Editora-chefe da revista feminina da Ed. Símbolo, S. Paulo, dirigida a leitoras em busca de bem-estar e saúde através de soluções naturais. Destaque para a reportagem feita em Rondônia sobre a ferrovia Madeira-Mamoré, construída na floresta amazônica entre 1872 e 1912, tema da minissérie Mad Maria, exibida em 2005 pela Rede Globo.

 

2006

Jornalismo Literário

Curso de Pós-Graduação na ABJL (Associação Brasileira de Jornalismo Literário), S.Paulo, concluído em 2007. Narrativas que produzi para o curso foram publicadas no site TextoVivo. O Prof. Sergio Vilas Boas reuniu textos de alunos no livro Jornalistas Literários – Narrativas da vida real por novos autores brasileiros, Summus Editorial, 2007. Entre eles está meu trabalho de conclusão do curso: Marcos Faerman, um humanista radical . Leia também:

 

2006-2011

Chegada dos netos

Nascem meus cinco amores: experiência emocionante! O primeiro a chegar foi Leonardo (Leo), em 2006, em Stanford, Connecticut, EUA. Em 2008 vieram três, um de cada filha, separados por continentes. Flora nasceu em maio, em Florianópolis; Joaquin (Joa) e Sienna (Nena) em setembro, ele nos Estados Unidos, ela na Austrália. A caçulinha Lia, também australiana, chegou em agosto de 2011.

 

2013

Família Online

Lançamento de Família online, pela Ed. Moderna, com projeto gráfico de Camila Fiorenza e ilustrações de Jefferson Costa. O livro foi inspirado na minha experiência – comum nos dias de hoje – de viver geograficamente distante das filhas e netos. Graças à internet, a família da história consegue amenizar diferenças de fuso-horário, de hábitos e de culturas. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência!

 

Biografia

Um breve resumo da minha história

Paulista de Santos, onde nasci em 5/10/1948, passei a infância e a adolescência em Campinas, SP. Meu pai era funcionário do Banco do Brasil e minha mãe, professora primária. Aos 13 anos, estreei como repórter em Nosso Cantinho, revista infantojuvenil feita por estudantes campineiros. Dos 15 aos 17 anos, colaborei no jornal Diário do Povo, de Campinas, com reportagens e crônicas.

Aos 18 anos, mudei para São Paulo, capital, cidade onde cursei Letras-Português na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e Jornalismo nas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM). Mas só no final dos anos 1970, quando já era mãe de três filhas, iniciei a atividade jornalística profissional.

Comecei nas publicações alternativas Versus e Singular & Plural, dirigidas por Marcos Faerman, jornalista criativo e talentoso com quem muito aprendi. Da década de 1980 até 2005 trabalhei no Jornal da Tarde e em diversas revistas, como Quatro Rodas, Capricho, Claudia e Estilo Natural. Como freelancer, colaborei em várias outras, entre elas Terra e Casa Claudia.

A experiência em Capricho, revista voltada para o público adolescente, foi fundamental para minha carreira na literatura juvenil. Meus livros de estreia, Em busca de mim (FTD, 1990), sobre adoção, e E agora, mãe? (Moderna, 1991), que trata de gravidez precoce, nasceram de matérias que editei naquela revista. Em busca de mim recebeu, em 1990, o Prêmio Orígenes Lessa, “O Melhor para o Jovem”, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o que me incentivou a escrever novos livros.

Desde então, publiquei mais de vinte títulos por diversas editoras, produzi adaptações de clássicos juvenis e participei de coletâneas com outros autores, como Jornalistas Literários – Narrativas da Vida Real por novos autores brasileiros (organizador Sergio Vilas Boas, Summus Editorial. Em 2006-2007, cursei a Pós-Graduação em Jornalismo Literário na Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL), em São Paulo.

Sou casada, mãe de três filhas e avó de cinco netos. Depois de morar três décadas em São Paulo e 9 anos em Natal-RN, em 2014 estou me mudando para Florianópolis, SC.

Reportagens

Um pouco do meu trabalho jornalístico

Lançamento

O que fazer quando a gente tem
avós, tios e primos em países diferentes?
Pelo computador, uma avó e quatro netos
criam maneiras de driblar as distâncias.


FAMÍLIA ONLINE. Ed. Moderna, 2013

Perguntas e Respostas

Esclareça as dúvidas mais freqüentes

Com 12 ou 13 anos, quando cursava o ginásio (atual Fundamental II) em Campinas, SP. Eu era tímida e introvertida. Achava mais fácil escrever do que falar. Adorava fazer redações, pois as pessoas me entendiam melhor do que quando me ouviam. Isso me levou a colaborar na revista infantojuvenil Nosso Cantinho. Aos 16 anos, passei a escrever no jornal Diário do Povo. Desde essa época sabia que, no futuro, queria trabalhar com textos.

Sim, um professor de português especial. Ele amava literatura e transmitiu sua paixão aos alunos. As aulas dele eram tão legais que aprendi a gostar até de análise sintática (rsrsrs…)! Ou de Os Lusíadas, de Camões, um texto difícil que ficava fácil quando ele ensinava. Mas não foi só isso. Aquele professor me fez descobrir uma aptidão que existia em mim. Vem daí meu fascínio por quem exerce essa profissão. Esse é o papel que os bons mestres têm na vida dos alunos.

Foi Em busca de mim, publicado pela Ed. FTD em 1990. Conta a história de Bruno, um filho adotivo que faz uma longa jornada para descobrir suas origens. Foi assim: eu já era jornalista há anos e queria muito escrever histórias, mas achava que não tinha imaginação. A coragem para começar veio ao ler uma entrevista do escritor peruano Mario Vargas Llosa (Nobel de Literatura em 2010). Ele dizia que os fatos reais é que o inspiravam. Pensei: “Vou tentar desse jeito”. Como eu trabalhava na revista Capricho, busquei inspiração nas matérias que editava, com temas do cotidiano, como adoção e gravidez precoce. Em busca de mim recebeu o prêmio Orígenes Lessa, “O melhor para o jovem”, da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), em 1990. Como o método deu certo, não parei mais…

Parto sempre de fatos reais – que vivi, que me contaram ou que li em algum lugar. Essa ideia inicial geralmente é vaga e nebulosa. Inicio então uma pesquisa, como se fosse fazer uma reportagem jornalística: leio sobre o tema, entrevisto pessoas, faço conexões e começo a inventar a trama. Escrevo fichas para cada personagem, para a época em que a história se passa e, se possível, para o conteúdo de cada capítulo. Esse seria, digamos, o período de gestação do livro…

Depende do tamanho e da complexidade da história. Em geral, de um a seis meses. Planejar o livro facilita a escrita. Eu tenho alguns truques. Nunca começo uma história sem saber o final dela. Tenho tudo na cabeça e em fichas antes de sentar diante do computador. Quando chega esse momento, me afasto de outras atividades e me concentro no livro. Como sou dispersiva, me forço a trabalhar no mínimo 6 horas por dia.

Só consigo ir adiante se estiver satisfeita com a parte anterior. Então releio e corrijo durante todo o processo. Começo o dia reescrevendo o trecho feito na véspera. E, como ensinou o escritor americano Ernest Hemingway, só interrompo o trabalho num ponto em que saberei continuá-lo no dia seguinte. Quando termino, deixo o livro “descansar”. Só vou reler e fazer as correções finais depois de algumas semanas.

Quando o texto fica pronto, eu o entrego à editora que irá publicá-lo (como a Moderna, por exemplo). É a equipe que produz o livro que escolhe o ilustrador – quase sempre, o autor é consultado e acompanha o processo. Há escritores que também são ilustradores. Não é o meu caso. Admiro o trabalho e o talento de quem desenha e dá vida aos personagens. Texto e ilustrações devem se completar para tornar a história atraente para o leitor.

Em primeiro lugar, ler muito. Quanto mais você lê, melhor escreve. E também escrever com frequencia – redações, diário, blogue, o que for. Escrever exige treino. Vale mostrar os textos a alguém que possa dar dicas de como melhorá-los. Participar do jornal na escola, do bairro ou da comunidade onde você mora é um bom jeito de começar a publicar.

Prefiro romances, reportagens e biografias. Entre muitos outros escritores, cito os nomes do peruano Mario Vargas Llosa, do colombiano Gabriel García Márquez, da chilena Isabel Allende, dos brasileiros Jorge Amado e Caio Fernando Abreu, e do americano Paul Auster

Infelizmente não posso ajudar. Não tenho resumos dos meus livros, pois eu os escrevi inteiros… Se a gente se programa para estudar (ou ler) com antecedência, não passa aperto na última hora… Desculpe, heim!…

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