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Um dia com as Pimentas Atômicas


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A história desta história



Você é consumista? Compra por impulso?

Em geral, não. Mas, às vezes, não resisto (rsrsrs...). Quem resiste a uma liquidação? Já comprei roupas só porque eram baratas. Não tinham nada a ver comigo e acabei nunca usando. 


Você acha que os pais exageram quando compram tudo o que os filhos querem?
Sim, sobretudo quando fazem sacrifícios enormes só para não frustrar o filho. Como os pais da Bia no livro. Fizeram a festa de aniversário dela no bufê, mesmo estando em situação financeira difícil. E o prazer da menina durou pouquíssimo.


Em quem você se baseou para criar Bia, Cláudia e Gil?
Em muitas crianças que conheço. Mas, sobretudo, nos meus três sobrinhos menores, a quem dedico o livro: Ana Luísa, André e Alexandre. Eram bem consumistas quando eram pequenos... 


De onde você tirou o nome da banda, Pimentas Atômicas?

Eu e minha filha Maria Clara nos divertimos bastante bolando o nome e o visual da banda. Tentamos achar um nome que lembrasse Mamonas Assassinas – o grupo de rapazes de Guarulhos, São Paulo, que fazia sucesso na época, e, infelizmente, veio mais tarde a desaparecer num acidente aéreo – e o conjunto norte-americano Spice Girls. Saiu Pimentas Atômicas, até porque pimenta tem uma “cara” bem brasileira, como eu queria.


Por que os sem-terra entraram na história?
Certa vez, uma moça foi fotografada para uma matéria sobre o Movimento dos Sem-Terra e, como era bonita, virou estrela da noite para o dia. É um bom exemplo de como a mídia fabrica ídolos. Mas a razão principal é que eu queria mostrar realidades opostas. Enquanto tantas crianças consomem produtos supérfluos, outras não têm o básico: um teto para morar.


 

DZ3.

© Todos os direitos Reservados. Isabel Vieira.2008